Certa noite deitada no meu quarto,
adormeci num sono ledo e profundo,
vivi um sonho, o enigma,
de um novo estranho mundo.
Perdi-me na beleza desse mundo,
perdi-me nessa paz, que nem o céu,
rendi-me à calma e à magia
que ansiava que existisse no meu.
Sobrevoei pelas marcas da memória,
vagueei pelo sonho sem tempo,
encontrei a Felicidade e a Sorte
mas esvoaçavam em turbilhão pelo vento.
Despertei em sobressalto no meu quarto,
na escura e fria madrugada,
na tristeza mais amarga e profunda,
por estar simplesmente acordada.
Afundei-me novamente no negro leito
cobrindo a angústia com um véu,
esperando por um novo estranho mundo
que um dia ansiei que fosse meu.
Uma é prosa, outra é poesia.
Escreve, partilha, sonha. Agradeço-te do coração.
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